04/12/2014

O QUE PRECISO SABER SOBRE O BATISMO? part.2

Produzido pelo Pastor da 2° I.P de Goiânia: Kleiber Morais

O SIGNIFICADO DO BATISMO



Berkhof (2007) afirma que para os Pais da Igreja o batismo era considerado como o rito de iniciação na vida cristã, estava diretamente ligado ao perdão de pecados e com o revestir da nova identidade em Cristo à vida do indivíduo. Todavia, a partir do segundo século a ideia de que o batismo age mais ou menos magicamente começou a ganhar terreno. Para Agostinho, o batismo remove a culpa original, mas não apaga de maneira completa a corrupção da natureza. Este conceito também foi partilhado pelos escolásticos a princípio. Mais tarde essa concepção ganhou força com o catolicismo romano, segundo o qual o batismo é o sacramento da regeneração e da iniciação na Igreja. 
Louis Berkhof nos apresenta ainda as implicações desta concepção romana a respeito do batismo da seguinte forma:

Ele contém a graça que simboliza e a confere a todos quantos não ponham obstáculo no caminho. Esta graça era considerada muito importante, visto que (a) marca indelevelmente o participante como membro da Igreja; (b) livra da culpa do pecado original e de todos os pecados atuais cometidos até a hora do batismo, remove a corrupção do pecado, embora permaneça a concupiscência, e liberta o homem da punição eterna e de todas as punições temporais positivas; (c) produz renovação espiritual pela infusão da graça santificante e das virtudes sobrenaturais da fé, da esperança e do amor; e (d) incorpora o participante na comunhão dos santos e na Igreja visível. (BERKHOF, 2007, p. 579).

Para Martinho Lutero  (1483-1546) “o que dá significado ao sacramento é o oferecimento da graça que o acompanha; e o que garante sua eficácia é a fé daquele que aceita o oferecimento”.  Diante da pergunta de seu Catecismo Maior: “Que dá ou aproveita o batismo?”, Lutero responde:

Opera a remissão dos pecados, livra da morte e do diabo, e dá a salvação eterna a quantos crêem na graça, conforme dizem as palavras e promessas de Deus. Como pode a água operar tal maravilha? Certamente não é a água que o faz, mas a Palavra de Deus unida à água comunica a graça ao que tem fé. 

É notável o fato de que Lutero não abriu mão totalmente da concepção romana dos sacramentos. Quanto a isto Berkhof afirma o seguinte:

Para Lutero, a água do batismo não é água comum, mas uma água que, mediante a Palavra com seu poder divino inerente, veio a ser uma água da vida, cheia de graça, um lavamento de regeneração. Por esta eficácia divina da Palavra, o sacramento efetua a regeneração. No caso dos adultos, Lutero colocava o efeito do batismo na dependência da fé presente no participante. Percebendo que não podia pensar desse modo no caso de crianças, que não podem exercer fé, ele, certa vez, afirmou que Deus, por sua graça, produz fé na criança ainda sem discernimento, mas posteriormente confessou ignorância sobre este ponto. (BERKHOF, 2007, p. 579).

Ao falar sobre os sacramentos, Filipe Melanchthon  (1497-1560), no artigo XIII da Confissão de Augsburgo afirma que “foram instituídos não somente para serem sinais por que se possam conhecer exteriormente os cristãos, mas para serem sinais e testemunhos da vontade divina para conosco, com o fim de que por eles se desperte e fortaleça nossa ”.  Quanto ao caráter salvífico do Batismo, em sua obra Apologia da Confissão de Augsburgo, Melanchthon afirma que “como a todos é oferecida a salvação, a todos se oferece o batismo: a homens, mulheres, meninos, infantes. Segue-se, portanto, claramente, que as crianças devem ser batizadas, porque com o batismo é oferecida a salvação”. 

Para o reformador Martin Bucer  (1491-1551), a concepção sacramental da água do batismo, assim como o Pão e o Vinho, é considerada um sinal da graça de Deus. (KLEIN, 2005, p.76).

Por outro lado, a interpretação do reformador de Zurique, Ulrico Zuínglio , discorda da teologia dos Pais e também da tradição da Igreja. Pois, mesmo sabendo que no capítulo três do Evangelho de João todos os Pais haviam compreendido aquela água como sendo a do batismo, a não concordância de Zuínglio à possibilidade de algo material mediar graça, o leva a rejeitar essa interpretação. Para ele a água não pode efetuar purificação e salvação, o batismo-água é apenas uma cerimônia exterior. Zuínglio distinque ainda o batismo em dois sentidos principais: O batismo por imersão em água, ou derramamento de água, é aquele onde os indivíduos se comprometem com a vida cristã; e o batismo de instrução ou iluminação interior, o qual chama e une o indivíduo a Deus. Este último é o chamado “Batismo do Espírito Santo”, o qual é administrado apenas e então somente por Deus. Este reformador crê que os sacramentos da Igreja representam a continuação dos sacramentos da Antiga Aliança. Todavia, não considera o batismo de João e o batismo de Jesus como sendo diferentes. Para ele o batismo cristão foi instituído por João Batista e não por Jesus em Mateus no capítulo vinte e oito. (KLEIN, 2005, pp.47-49).

João Calvino  (1509-1564), assim como Zuínglio, afirma que o batismo é um sacramento da Nova Aliança correspondente ao rito da circuncisão, na Velha Aliança. Outro aspecto que estes dois reformadores concordam é quanto à interpretação do texto de João 3.5 (sobre nascer da água e do Espírito). Calvino também entende que essa água não se refere ao batismo, mas que ela é o próprio Espírito (KLEIN, 2005, p.89). Quanto a isto ele mesmo afirma:

[...] a metáfora é seguida por uma afirmação clara e direta, como se Cristo tivesse dito que nenhum homem é filho de Deus até ser renovado pela água, e essa água é o Espírito que limpa... Por água, dessa forma, é significado nada mais que a purificação interna e o fortalecimento que é produzido pelo Espírito Santo. 

Para Calvino a água não é apenas uma figura. Sua concepção é de que ela “é uma figura, mas está ligada ao mesmo tempo à realidade. Deus não promete nada em vão: É porque Ele assegura que a remissão dos pecados nos é ofertada no batismo, que nós, com efeito, a recebemos”. 
Todavia, nesta teologia batismal, Calvino e Zuínglio vão entrar em divergência principalmente no que diz respeito aos benefícios do batismo. Pois, para Calvino o batismo não pode ser reduzido a apenas um símbolo. Quanto a isto ele argumenta da seguinte forma:

[...] é uma marca de nosso cristianismo e o sinal pelo qual somos recebidos na sociedade da Igreja, para que enxertados em Cristo sejamos contados entre os filhos de Deus. Foi-nos dado por Deus em primeiro lugar para servir à nossa fé n´Ele e, em segundo lugar, para confessá-la diante dos homens... Os que opinam que o batismo não é outra coisa que um sinal ou marca, com a qual confessamos diante dos homens a nossa religião, nem mais nem menos que os soldados, como emblema de sua profissão, levam um distintivo do seu capitão, estes não têm presente o principal do batismo; isto é, que devemos recebê-lo com a promessa de que todo o que crer e for batizado será salvo (Mc 16. 16). 

João Calvino entende ainda que no batismo, “Deus ao regenerar-nos incorpora-nos à sua Igreja e nos faz seus por adoção”.  Afirma também que “o Senhor ordena que os seus sejam batizados para remissão dos pecados. E São Paulo ensina que Cristo santifica pela Palavra de Vida e purifica pelo Batismo de água a Igreja da qual ele é o esposo”. 

As várias confissões surgidas com o advento da Reforma Protestante mostram-nos também o entendimento dos reformadores quanto ao significado do Batismo. A Confissão de fé Francesa afirma que pelo batismo:

Nós somos unidos ao Corpo de Cristo [...] e, então, renovados em santidade de vida pelo seu Santo Espírito, [...] o benefício que ele significa para nós se estende à vida e à morte, a fim de que tenhamos um sinal permanente de que Jesus Cristo será sempre justiça e santificação. 

A Confissão de Fé Escocesa reza sobre esta questão da seguinte forma: “cremos seguramente que pelo Batismo somos enxertados em Jesus Cristo, para nos tornarmos participantes da sua justiça”. 

Elaborada por Henrique Bullinger , a Segunda Confissão Helvética afirma que ser batizado é “ser arrolado, incluído e recebido na aliança e na família, e assim na herança dos filhos de Deus; ser purificado também da impureza dos pecados e receber a multiforme graça de Deus para uma vida nova e inocente”. 

No capítulo XXXIV, a Confissão Belga afirma que o batismo é o sacramento pelo qual nós “somos recebidos na Igreja de Deus, e separados de todos os outros povos e religiões, para pertencermos inteiramente a ele, usando sua marca e estandarte, e serve como um testemunho para nós de que ele será sempre nosso Deus gracioso e Pai”.  A Confissão Belga demonstra ainda forte oposição ao rebatismo:

Cremos que todo homem que deseja obter a vida eterna deve ser batizado, mas somente uma vez, o batismo não deve ser repetido, porque não podemos nascer duas vezes... O Batismo tem utilidade não somente quando a água é recebida por nós, mas através de todo o curso de nossa vida. Dessa forma, detestamos o erro dos anabatistas, que não se contentam com o Batismo que uma vez receberam. 

Já o Catecismo de Heidelberg, publicado em 1563 diz que:

Cristo instituiu este lavar externo com água com esta promessa: que sou tão seguramente lavado em seu sangue e com seu Espírito das impurezas de minha alma, a saber, de todos os meus pecados, como sou lavado externamente com água, com a qual se costuma remover as sujeiras do corpo. 

Conforme citado no início deste capítulo, a Confissão de Fé de Westminster (1643-1647) rejeita o rebatismo e afirma que o batismo foi instituído por Cristo não apenas para admitir as pessoas batizadas na membresia da Igreja, mas, além disso, o objetivo do batismo é: 

Servir-lhes de sinal e selo do pacto da graça, de sua união com Cristo, da regeneração, da remissão dos pecados... a graça prometida é não somente oferecida, mas realmente manifestada e conferida pelo Espírito Santo àqueles a quem ela pertence... em seu tempo apropriado


Reiterando a definição da Confissão de Fé, o Catecismo Maior de Westminster acrescenta que o batismo é também sinal e selo da adoção e ressurreição para a vida eterna. Ao passo que o Breve Catecismo afirma que o batismo é “o sacramento pelo qual o lavar com água em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, significa e sela nossa união com Cristo, a participação das bênçãos do pacto da graça e a promessa de pertencermos ao Senhor”. 

Dado este pano de fundo histórico-teológico a respeito do significado do batismo, passemos então a uma definição mais objetiva daquilo que os presbiterianos reformados entendem ser o significado deste sacramento.

Adão Carlos do Nascimento (2007) diz que “o batismo corresponde à circuncisão praticada na antiga aliança” e que este é o sinal e selo da nova aliança, estabelecida por Jesus Cristo. Textos como Gênesis 17.9-14 e Romanos 4.11-13 nos mostram que por causa do pacto de Deus com Abraão, a circuncisão foi instituída como sinal e selo deste pacto. Todavia, Nascimento afirma que o batismo “por ser um sacramento da nova aliança, é ainda mais rico de significado do que a circuncisão” (NASCIMENTO, 2007, p. 154).

Sendo assim, é correto afirmar que o batismo significa e sela a nossa união com Cristo. Em sua carta aos Romanos, Paulo diz: “Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram” (Rm 5.12). Neste capítulo o apóstolo está traçando um paralelo entre o primeiro Adão e o segundo (Cristo). Seu objetivo é nos mostrar que quando nascemos, somos identificados com Adão por causa da nossa natureza pecaminosa. Todavia, ao nascermos de novo, em nossa conversão, passamos a ser identificados com Cristo. 

O versículo 19 do capítulo 5 de Romanos diz: “Porque, como, pela desobediência de um só homem, muitos se tornaram pecadores, assim também, por meio da obediência de um só, muitos se tornarão justos”. Portanto, os convertidos estão crucificados, mortos e ressuscitados com Cristo (Rm 6.6; Rm 6.8; Cl 3.3; 2Tm 2.11; Ef 2.6; Cl 2.12; 3.1). O apóstolo Paulo diz ainda que esses convertidos foram sepultados com Cristo na morte pelo batismo, para que da mesma forma que Cristo foi ressuscitado, estes andem em novidade de vida. Pois, se estão unidos com Ele na morte, também estarão na ressurreição (Rm 6.4-5).

Contudo, além de significar e selar a nossa união com Cristo, o batismo significa e sela a nossa participação nas bênçãos do pacto da graça. O pacto da redenção foi estabelecido pela Santíssima Trindade antes da fundação do mundo. Berkhof afirma que o Filho “se colocou no lugar do pecador e incumbiu-se de fazer a expiação do pecado, suportando o castigo necessário, e de satisfazer as exigências da lei em lugar de todo o seu povo”.  Desta forma, a aliança ou pacto da graça foi estabelecido. A principal promessa deste pacto é que Deus será o nosso Deus e também será o Deus da nossa descendência. Bênçãos temporais e eternas são incluídas nesta promessa, pois, através dela Deus promete nos conduzir nesta vida e, posteriormente, nos receber no céu. Gálatas 4.7, diz: “De sorte que já não és escravo, porém filho; e, sendo filho, também herdeiro por Deus”.  Neste sentido, o batismo é quem significa e sela tais promessas (NASCIMENTO, 2007, p. 155).

Um terceiro aspecto do significado do batismo, é que ele não apenas significa e sela a nossa união com Cristo e a nossa participação nas bênçãos do pacto da graça, mas também ele significa e sela a promessa de pertencermos ao Senhor. Esta definição está diretamente ligada ao fato de que na antiguidade os escravos traziam em seus corpos a marca de seus senhores. Do mesmo modo, quando recebemos a Jesus como nosso Senhor, passamos a pertencê-lo. Assim, o batismo é a marca de que pertencemos ao Senhor. “Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” (1Pe 2.9).
Além de tudo isto, podemos concluir que um último aspecto do significado do batismo é que este é um meio de graça. Louis Berkhof define a idéia dos meios de graça da seguinte forma:

O homem decaído recebe todas as bênçãos da salvação da fonte eterna da graça de Deus, em virtude dos méritos de Cristo e pela operação do Espírito Santo. Conquanto o Espírito possa operar, e nalguns aspectos opera imediatamente na alma do pecador, tem-lhe parecido bem submeter-se ao uso de certos meios para a comunicação da graça divina. A expressão “meios de graça” não se encontra na Bíblia, mas, não obstante, é bom designativo dos meios indicados na Bíblia... Estritamente falando, somente a Palavra e os sacramentos podem ser considerados como meio de graça, isto é, como os canais objetivos que Cristo instituiu na Igreja, e aos quais ele se prende normalmente para a comunicação da sua graça. (BERKHOF, 2007, p.557).

Ao falar das características da Palavra e dos Sacramentos como meios de graça, Berkhof afirma:

Eles são instrumentos, não da graça comum, mas da graça especial, da graça que remove o pecado e renova o pecador, em conformidade com a imagem de Deus... Eles são em si mesmos, não em virtude da sua relação com as coisas não incluídas neles, mas em si mesmos, meios de graça... Eles são instrumentos contínuos da graça de Deus, e não excepcionais, em nenhum sentido desta palavra... Eles são os meios oficiais da Igreja de Jesus Cristo. A pregação da Palavra (ou, a Palavra pregada) e a administração dos sacramentos (ou, os sacramentos administrados) são os meios oficialmente instituídos na Igreja de Cristo, pelos quais o Espírito Santo produz e confirma a fé no coração dos homens. (BERKHOF, 2007, pp.557, 558).

Portanto, o batismo é um meio usado por Deus para transmitir bênçãos ao seu povo ao longo da jornada deste com Ele, até que Cristo os venha buscar. Como diz a Confissão de Fé de Westminster, o batismo é eficaz não apenas no momento em que é administrado, mas é preciso notar também que “o dever necessário, mas muito negligenciado, de tirar proveito do nosso batismo, deve ser cumprido por nós durante a nossa vida, especialmente no tempo da tentação e quando assistimos à administração desse sacramento a outros”. 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

·  Padres da Igreja, Santos Padres ou Pais da Igreja foram influentes teólogos, professores e mestres cristãos e importantes bispos. Seus trabalhos acadêmicos foram utilizados como precedentes doutrinários para séculos vindouros. 
·  Aurélio Agostinho (em latim: Aurelius Augustinus), dito de Hipona, conhecido como Santo Agostinho (Tagaste, 13 de novembro de 354 - Hipona, 28 de agosto de 430), foi um bispo, escritor, teólogo, filósofo e é um Padre latino e Doutor da Igreja Católica. 
·  Martinho Lutero foi um sacerdote agostiniano e professor de teologia alemão precursor da Reforma Protestante. MARTINHO LUTERO. In: WIKIPÉDIA, a enciclopédia livre. Flórida: Wikimedia Foundation, 2011. Disponível em: <//pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Martinho_Lutero&oldid=27048658>. Acesso em: 27 set. 2011.
·  Strohl, H. O pensamento da Reforma, São Paulo: Aste, 1963, p. 225 In: KLEIN, Carlos Jeremias. Os Sacramentos na Tradição Reformada, São Paulo: Fonte Editorial, 2005, p.71.
·  Lutero, Martinho. Catecismo Menor, Porto Alegre: Concórdia, 1967, p. 14 In: Ibid, p.72.
·  Philipp Melanchthon (em português Filipe Melâncton; Bretten, 16 de fevereiro de 1497 — Wittenberg, 29 de abril de 1560) foi um reformador alemão. Colaborador de Lutero, redigiu a Confissão de Augsburgo (1530) e converteu-se no principal líder do luteranismo após a morte do próprio Lutero. PHILIPP MELANCHTHON. In: WIKIPÉDIA, a enciclopédia livre. Flórida: Wikimedia Foundation, 2011. Disponível em: <//pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Philipp_Melanchthon&oldid=26957843>. Acesso em: 28 set. 2011. 
·  Livro de Concórdia, São Leopoldo/Porto Alegre: Sinodal/Concórdia, 1997, p. 34 In: KLEIN, Carlos Jeremias. Os Sacramentos na Tradição Reformada, São Paulo: Fonte Editorial, 2005, p.73.
·  Melanchthon, F., Apologia da Confissão de Augsburgo, p. 95-96 In: Ibid
·  Martin Bucer (início em alemão: Martin Butzer; Nasceu em Sélestat, França, 11 de novembro de 1491 - Morreu em Cambridge, Inglaterra, 28 Fevereiro 1551) foi um reformador protestante em Estrasburgo, que influenciou luterana, calvinista, anglicana e doutrinas e práticas. Bucer era originalmente um membro da Ordem Dominicana, mas depois da reunião e sendo influenciada por Martinho Lutero, em 1518 ele conseguiu que seus votos monásticos de ser anulada. Ele então começou a trabalhar para a Reforma, com o apoio de Franz von Sickingen. 
·  Ulrico Zuínglio, em alemão Ulrich (ou Huldrych) Zwingli, (Wildhaus, Cantão de São Galo, 1 de Janeiro de 1484 — Kappel am Albis, 10 de Outubro de 1531) foi um teólogo suíço e principal líder da Reforma Protestante na Suíça. Foi o líder da reforma suíça e fundador das igrejas reformadas suíças. Independentemente de Martinho Lutero, que era doctor biblicus, Zuínglio chegou a conclusões semelhantes pelo estudo das escrituras do ponto de vista de um erudito humanista. Zuínglio não deixou uma igreja organizada, mas as suas doutrinas influenciaram as confissões calvinistas.
·  João Calvino (Noyon, 10 de julho de 1509 — Genebra, 27 de maio de 1564) foi um teólogo cristão francês. Calvino teve uma influência muito grande durante a Reforma Protestante, uma influência que continua até hoje. Portanto, a forma de Protestantismo que ele ensinou e viveu é conhecida por alguns pelo nome Calvinismo, mesmo se o próprio Calvino teria repudiado contundentemente este apelido. Esta variante do Protestantismo viria a ser bem sucedida em países como a Suíça (país de origem), Países Baixos, África do Sul (entre os africânderes), Inglaterra, Escócia e Estados Unidos da América.
·  Calvin, John, Commentary on the Gospel According to John, 1989, p. 110 In: KLEIN, Carlos Jeremias. Os Sacramentos na Tradição Reformada, São Paulo: Fonte Editorial, 2005, p. 89.
·  Calvin, J.  Le Catéchisme de Jean Calvin suivi de La Confesión de La Rochelle, 1943, p. 115 In: Ibid, p. 91.
·  Calvin, J. Institución de La religión Cristiana, p. 1028. In: Ibid, p. 90.
·  Calvin, J. Institución de La religión Cristiana, p. 1070. In: Ibid, p. 90.
·  Calvin, J. Brève Instruction Chrétienne, p. 68-69. In: Ibid, p. 90
·  Calvin, J. Le catéchisme de Jean Calvin, suive de La Confession de La Rochelle, La Confession des Pays-Bas, 1934, p. 171. In: Ibid p. 119.
·  O Livro de Confissões, 1969, 3.21. In: Ibid, p. 120.
·  Heinrich Bullinger (18 de julho de 1504 — 17 de setembro de 1575) foi um reformador prostestante suíço, o sucessor de Ulrico Zuínglio como chefe da igreja e pastor em Zurique. Por ser uma figura muito menos controversa do que João Calvino ou Martinho Lutero, a sua importância tem sido desde muito subestimada. Uma pesquisa recente mostrou, porém, que ele foi um dos mais influentes teólogos da Reforma Protestante no século XVI.
·  O Livro de Confissões, 1969, 5.187. In: KLEIN, Carlos Jeremias. Os Sacramentos na Tradição Reformada, São Paulo: Fonte Editorial, 2005, p. 127.
·  Schaff, Philip, Creeds of Christendom, 1919, p. 424. In: Ibid, p. 128
·  O Livro de Confissões, 1969, p. 427 In: Ibid, p. 129.
·  El Catecismo de Heidelberg, 1973, p. 36.
·  O Livro de Confissões, 1969, 6.134 In: KLEIN, Carlos Jeremias. Os Sacramentos na Tradição Reformada, São Paulo: Fonte Editorial, 2005, p. 134.
·  O Livro de Confissões, 1969, 7.092 In : Ibid, pp. 136-137.
·  Berkhof, Louis. Manual de Doutrina Cristã, s/data, p. 140 In NASCIMENTO, Adão Carlos. MATOS, Alderi Souza de. O que todo presbiteriano inteligente deve saber. Santa Bárbara d´Oeste, SP: SOCEP Editora, 2007.
·  Catecismo Maior de Westminster, s/data, resposta à pergunta 167. 

 

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