Produzido pelo Pastor da 2° I.P de Goiânia: Kleiber Morais
SACRAMENTO QUE SIMBOLIZA UMA NOVA IDENTIDADE
Confissão de Fé de Westminster¹ , um dos símbolos de fé da Igreja Presbiteriana do Brasil, em seu capítulo 28, diz o seguinte a respeito do batismo:
I. O batismo é um sacramento do Novo Testamento, instituído por Jesus Cristo, não só para solenemente admitir na Igreja visível a pessoa batizada, mas também para servir-lhe de sinal e selo do pacto da graça, de sua união com Cristo, da regeneração, da remissão dos pecados e também da sua consagração a Deus, por meio de Jesus Cristo, a fim de andar em novidade de vida. Este sacramento, segundo a ordenação do próprio Cristo, há de continuar em sua Igreja até ao final do mundo.
II. O elemento exterior, usado neste sacramento, é água, com a qual a pessoa é batizada em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, por um ministro do Evangelho, legalmente ordenado.
III. Não é necessário imergir o candidato na água, mas o batismo é corretamente administrado derramando ou aspergindo água sobre a pessoa.
IV. Não só os que de fato professam a sua fé em Cristo e obediência a ele, mas também os filhos de pais crentes (ainda que só um deles o seja) devem ser batizados.
V. Posto que seja grande pecado menosprezar ou negligenciar esta ordenança, contudo a graça e a salvação não se acham tão inseparavelmente ligadas a ela, que sem ela uma pessoa não possa ser regenerada e salva, ou que todos os que são batizados sejam indubitavelmente regenerados.
VI. A eficácia do batismo não se limita ao momento em que é ele administrado; contudo, pelo devido uso desta ordenança, a graça prometida é não somente oferecida, mas realmente manifestada e conferida pelo Espírito Santo àqueles a quem ela pertence (adultos ou crianças), segundo o conselho da própria vontade de Deus, em seu tempo determinado. ²
Diz-se que o batismo é um sacramento do Novo Testamento. E, ainda que a palavra “sacramento” não possa ser encontrada na Bíblia, é a que melhor reflete esta ordenança instituída por Jesus Cristo ressurreto a seus discípulos. De acordo com Adão Carlos do Nascimento (2007), esta palavra foi utilizada pela primeira vez por Tertuliano, e seu significado original pode ser encontrado no uso militar, pois um sacramento era o juramento que um soldado fazia ao imperador prometendo-lhe obediência e fidelidade até a morte. Louis Berkhof também endossa esta tese ao fazer a seguinte afirmação: “visto que no batismo o cristão promete obediência ao seu Senhor” (BERKHOF, 2007, p. 569). Sobre a instituição do batismo Berkhof afirma ainda que:
O batismo foi instituído por Cristo depois que ele consumou a obra de reconciliação e depois que esta recebeu a aprovação do Pai na ressurreição. É digno de nota que ele prefaciou a grande comissão com as palavras: “Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra”. Revestido da plenitude dessa autoridade mediatória, ele instituiu o batismo cristão e, desta maneira, tornou-o obrigatório para todas as gerações subseqüentes.³
Ao instituir o batismo aos seus seguidores, esta foi a ordem de Jesus: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo” (Mt 28.19). Esta mesma ordem é complementada no Evangelho de Marcos: “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado” (Mc 16.15,16). Neste sentido, cada indivíduo que a partir daí cresse e recebesse Jesus Cristo como seu Salvador e Senhor, deveria ser batizado como um sinal e selo de uma nova vida e de uma nova relação com Deus, portanto uma nova identidade. Sendo assim, a função do batismo é simbolizar, selar e aplicar ao crente os benefícios desta nova identidade recebida através da salvação que Jesus lhe confere. Todavia, uma pergunta deve ser feita em torno do batismo: qual é o seu significado?
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
¹A Confissão de Fé de Westminster é uma confissão de fé reformada, de orientação calvinista. Adotada por muitas igrejas presbiterianas e reformadas ao redor do mundo, esta Confissão de Fé foi produzida pela Assembléia de Westminster e aprovada pelo parlamento inglês em 1643.
² A Confissão de Fé de Westminster, 1988, pp.141-146
³ Louis Berkhof, 2007, p. 576-577

Nenhum comentário:
Postar um comentário