Essa entrevista foi realizada pelo Ministério "Guerra Pela Verdade", nela o Evang. Luciano Sena discorre sobre as doutrinas da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Luciano Sena estudou comigo no IBEL, e ao solicitar a ele um material ele bondosamente forneceu essa entrevista. Parabéns pela iniciativa"Guerra Pela Verdade" e obrigado pelo fornecimento do material Luciano Sena.
ENTREVISTA NA ÍNTEGRA
Como vocês verão, o conteúdo está totalmente fundamentado em documentos autorizados pela própria denominação, o que dá credibilidade ainda maior à veracidade dos fatos aqui relatados. Luciano Sena é Evangelista Presbiteriano, formado no Instituto Bíblico Eduardo Lane. É administrador do blog “Ministério Cristão Apologético” (MCA) e autor do livro “A Conspiração Adventista” (Adquira com o próprio autor aqui: http://aconspiracaoadventista.com.br/livro/ ).
Boa leitura.
G.P.V: Como surgiu a Igreja Adventista do sétimo dia (IASD)?
Luciano: Posso delinear a resposta da seguinte maneira:
a. A igreja adventista do sétimo dia é uma ramificação do movimento milerita decepcionado, herdeiros de uma interpretação que aponta 1844 como ano do cumprimento de Daniel 8.14, reinterpretada aos seus próprios moldes.1
b. A Igreja Adventista nasceu virtualmente no dia 23 de outubro de 1844, após a grande decepção, com a interpretação de que em 22 de outubro daquele ano, Jesus teria entrado no Santíssimo Celestial. Essa intepretação veio de uma visão de Hiran Edson e posteriormente canonizada por outra visão, a de Ellen White.2
c. A Igreja Adventista do Sétimo Dia foi organizada em 1863, sob o comando de vários arianos.3
G.P.V: Qual a relação de Willian Miller com o Movimento Adventista?
Luciano: Essa pergunta vai gerar uma resposta polêmica. Na verdade, G. Miller não tem responsabilidade direta alguma com a Igreja Adventista do Sétimo Dia, aliás, até negou a nova interpretação de 1844 e rejeitou as visões de Ellen White.4 Porém, de modo cômico, quem atrelou o adventismo atual a Miller, foi a própria profetisa, para o desgosto dos apologistas! Ela é que considerou Miller um profeta americano.5 Diante disso é estranha a defesa de alguns apologistas adventistas quando dizem foi o “batista Miller” que anunciou a volta de Cristo para uma data especifica.6
G.P.V: Ellen White era mesmo uma profetiza autorizada por Deus?
Luciano: Nunca, a não ser que Joseph Smith, Charles Russel, etc, também sejam, aí o padrão de um profeta verdadeiro é bem fácil de ser satisfeito. Ellen White de família Metodista, quando mocinha talvez possuísse algum problema mental, após uma pedrada, aos 12/13 anos foi enganada pela mensagem de Miller, ela acreditou nele7. Depois, com cerca de uns 17 anos, também não se conformou com a decepção, e tal como as várias loucuras proféticas que percebemos hoje em dia, Ellen White fazia parte de um grupo com devaneios, histerismos, de religiosos lunáticos – com movimentos e atitudes físicas estranhas.8 Viu Enoque em suas visões, habitantes em outros mundos não caídos, falou de uma “amálgama entre homens e animais”, entre outras coisas. Quando amadureceu reduziu todo esse frenesi profético ‘neopentecostal’, copiava muita coisa que escrevia,9 embora relatasse que recebia revelações divinas. Mais para o fim da vida, à medida que lia as obras teológicas da “filha de Babilônia”, os protestantes10, deu uma guinada em muitas coisas. Comungava a fé com antitrinitarianos, e jamais criticou seus irmãos arianos no período em que esses dominavam a “igreja remanescente”.11 Morreu em 1915 e virou um mito, uma lenda, uma crença na oficial da Igreja Adventista do Sétimo Dia, revestida de autoridade profética única, como identificação da igreja visível verdadeira12. Hoje, um sinônimo do nome dela é “espírito de profecia” – violentado de Apocalipse 19.10 - , que tem força Papal.
G.P.V: Porque você considera a Igreja Adventista como uma seita?
Luciano: A identificação de seita sempre foi a rejeição dos credos cristãos e das principais doutrinas da fé; O Adventismo tem um deus trino diferente da ortodoxia cristã, pois ele dizem que os Credos estão errados e quem deu a visão correta da trindade foi Ellen White13, sendo o deus adventista composto de corpos e partes, sendo três espíritos distintos, mas um deus14. A suficiência da Escritura é colocada em xeque com uma autora inspirada15. Eles negam a inerrância bíblica16, o que a maioria das pessoas não sabe. Dizem que a IASD é a única igreja visível verdadeira17, as demais são Babilônia18. A salvação é pela graça (afirmam), mas no período do fim, na grande tormenta, a guarda do sábado será o selo de Deus e o domingo o selo da Besta19. Esses são pontos cruciais. Estamos diante de uma seita.
G.P.V: A principal doutrina Adventista é a guarda do sábado?
Luciano: Para os efeitos proselitistas sim, mas na verdade não. Posso dizer que é uma das doutrinas principais. O sábado é uma doutrina dos judeus, e até de cristãos, como os Batistas do Sétimo Dia. Se pensarmos que por principal, deveria ter a marca exclusiva da seita, então não é o sábado. A principal doutrina adventista é a doutrina do Juízo Investigativo desde 1844, e isso é reconhecido por eles20, não é apenas uma crítica minha ou uma leitura odiosa de sua posição teológica. Portanto, não sem razão que um autor adventista afirmou: “O juízo investigativo de 1844 – mais que o estado dos mortos, o sábado e a segunda vinda – estabelece a validade do adventismo.” (1844, uma explicação simples das principais profecias de Daniel, Cap. 1).
G.P.V: Por que você entende que a doutrina do Santuário Celestial é uma fraude?
Luciano: A doutrina do santuário desde 1844 é um rearranjo da falsa profecia de que Cristo voltaria em 22 de outubro de 1844. É o resto do aborto daquela heresia. O que os eruditos adventistas tem feito é tentar dar um ar acadêmico, hermenêutico, para dizerem que Daniel 8.14 ensina aquilo que Edson e White “visionaram” posteriormente. Daniel 8.14 ensina que por um período de 2300 dias que o santuário seria prejudicado por causa da oposição de um chifre pequeno, que foi Antíoco IV, segundo todos os eruditos ortodoxos da atualidade21. Nada como querem os adventistas que começou um período de 2.300 anos, em 457 a.C e terminou em 22 de outubro de 1844.
G.P.V: O que ensina a doutrina do Juízo investigativo?
Luciano: De modo simples - No dia 22 de outubro, diz Ellen White, o Senhor Jesus iniciou uma “segunda fase” de seu ministério no céu, mas dentro do santíssimo, para examinar a vida dos que serão salvos, provando aos anjos quem estará apto para ser salvo. Chamam isso de Juízo pré-advento22. A Crença Fundamental 24 dizem parte: “Em 1844, no fim do período profético dos 2.300 dias, Ele iniciou a segunda e última etapa de Seu ministério expiatório. É uma obra de juízo investigativo, a qual faz parte da eliminação final de todo pecado, prefigurada pela purificação do antigo santuário hebraico, no Dia da Expiação. Nesse serviço típico, o santuário era purificado com o sangue de sacrifícios de animais, mas as coisas celestiais são purificadas com o perfeito sacrifício do sangue de Jesus. O juízo investigativo revela aos seres celestiais quem dentre os mortos dorme em Cristo, sendo, portanto, nEle, considerado digno de ter parte na primeira ressurreição.”
G.P.V: A doutrina do sono da alma é Bíblica?
Luciano: Existe alguma confusão por parte dos críticos nesse ponto. Confusão, não por causa dos críticos, mas por causa da indefinição adventista no que querem dizer com “sono da alma”. As vezes, alguns acham que eles estão falando de sono da alma mesmo – ela literalmente estaria dormindo. Outros, parecem indicar uma ênfase na mortalidade da alma, o que não então seria um sono no sentido de que a alma morre mesmo. O fato é que os Adventistas creem que a alma morre, qualquer noção que a alma estaria ‘dormindo’ em uma existência mística, não parece ser a ideia central de Ellen White que negou a imortalidade da alma em termos fortes e inequívocos: “O único que prometeu a Adão vida em desobediência foi o grande enganador. E a declaração da serpente a Eva, no Éden - "Certamente não morrereis" - foi o primeiro sermão pregado acerca da imortalidade da alma.” (O Grande Conflito, p. 533)
G.P.V: A Igreja Adventista acredita no inferno eterno conforme as Escrituras?
Luciano: Não, infelizmente, sendo aniquilacionistas23. Não creem nem no tormento no período do estado intermediário, nem após do julgamento eterno24. Até acreditam em um grau de punição antes da destruição final. Além disso, vários teólogos cristãs e liberais, tem negado a existência do tormento eterno. A Bíblia, de maneira oposta, ensina o tormento sem vias de dúvidas:
“E lançá-los-ão na fornalha de fogo; ali haverá pranto e ranger de dentes." Mt 13.50.
"E os filhos do reino serão lançados nas trevas exteriores; ali haverá pranto e ranger de dentes." Mt 8.12.
"E lançá-los-ão na fornalha de fogo; ali haverá pranto e ranger de dentes." Mt 13.42.
"Lançai, pois, o servo inútil nas trevas exteriores; ali haverá pranto e ranger de dentes. "Mt 25.3.
"Ali haverá choro e ranger de dentes, quando virdes Abraão, e Isaque, e Jacó, e todos os profetas no reino de Deus, e vós lançados fora." Lc 13.28.
"E separá-lo-á, e destinará a sua parte com os hipócritas; ali haverá pranto e ranger de dentes." Mt 24.51.
"Disse, então, o rei aos servos: Amarrai-o de pés e mãos, levai-o, e lançai-o nas trevas exteriores; ali haverá pranto e ranger de dentes." Mat 22.13.
"Pois tenho cinco irmãos; para que lhes dê testemunho, a fim de que não venham também para este lugar de tormento." Lc 16.28.
"Disse, porém, Abraão: Filho, lembra-te de que recebeste os teus bens em tua vida, e Lázaro somente males; e agora este é consolado e tu atormentado." Lc 16.25.
"Vemos, portanto, que o Senhor sabe livrar os piedosos da provação e manter em castigo os ímpios para o dia do juízo" - 2 Pedro 2.9.
"E a fumaça do seu tormento sobe para todo o sempre; e não têm repouso nem de dia nem de noite os que adoram a besta e a sua imagem, e aquele que receber o sinal do seu nome." Ap 14.11.
"E o diabo, que os enganava, foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde está a besta e o falso profeta; e de dia e de noite serão atormentados para todo o sempre." Ap 20.10
G.P.V: É possível alguém abandonar a Igreja Adventista?
Luciano: Pela graça de Deus várias pessoas estão descobrindo os mitos do Adventismo. Muitas estão lá dentro, à medida que conseguem levar sua consciência. Outros saíram. Mas o efeito devastador das seitas é diabólico. Existe o medo de “sair da igreja verdadeira”. Muitas pessoas que deixam o Adventism, bem como o Jeovismo, Mormonismo, entre outras seitas, possuem sérias dúvidas. A Igreja Protestante Braisileira falha em oferecer ensino de qualidade aos seus membros, e não raro uma percepção de superficialidade bíblica dentro das igrejas é percebida por ex-adeptos das seitas, o que lhes causa um pouco de insegurança.
O Espírito Santo nos diz que devemos manejar bem a palavra da verdade, para destruir tais heresias e salvar alguns do fogo (II Tm 2.15; II Co 10.4,5; Jd 23).
Notas:
1. “Dentre os líderes mais preeminentes que saíram do movimento milerita e ajudaram a fundar a Igreja Adventista do Sétimo Dia se destacam José Bates, Tiago White e Ellen White.” (Tratado de Teologia Adventista do Sétimo Dia, p. 5.). ‘A Igreja Adventista nasceu em 1844’ (Tratado de Teologia Adventista do Sétimo Dia, p. 454). “Os Adventistas do Sétimo Dia são, doutrinariamente falando, herdeiros do Movimento Milerita da década de 1840 [...]” (http://centrowhite.org.br/iasd/o-que-e-a-igreja-adventista-do-setimo-dia-iasd/).
2. “O céu parecia abrir-se-me à vista e vi distinta e claramente que em lugar de nosso Sumo Sacerdote sair do lugar Santíssimo do santuário celestial para vir à Terra [em 22 de outubro], ... Ele pela primeira vez entrava nesse dia no segundo compartimento desse santuário; e que Ele tinha uma obra para realizar no Santíssimo antes de vir à Terra.” Tão simples; contudo, está entre um dos mais dramáticos momentos na história religiosa. Abrão era somente um criador nômade de gado quando Deus o chamou para ser pai de Seu povo escolhido. Daniel recebeu seu chamado especial como um jovem cativo numa terra estranha. Jesus era um rabino itinerante numa remota província romana quando Sua morte salvou o mundo. Cléopas era um discípulo quase desconhecido quando Cristo lhe deu iluminações bíblicas que conduziram à fundação da igreja cristã. E Hirã Edson, o “Cléopas do milharal” do adventismo, era um fazendeiro do norte do Estado de Nova Iorque –e um leigo dedicado e estudioso da Bíblia, ganhador de almas –quando Deus lhe deu a compreensão do ministério celestial de Cristo, que era tema inédito na história da Teologia. Num sentido muito especial a Igreja Adventista do Sétimo Dia nasceu naquele momento, naquele milharal, quando aquele fazendeiro contemplava a Cristo.” (A História do Aventismo, p. 50).
3. “[...] a denominação só foi organizada oficialmente em 21 de maio de 1863, quando o movimento era composto de 125 igrejas e 3.500 membros.”(http://centrowhite.org.br/iasd/o-que-e-a-igreja-adventista-do-setimo-dia-iasd/). O historiador adventista, George R. Knight escreveu: “A maioria dos fundadores do adventismo do sétimo dia não poderia unir-se à igreja hoje se tivesse de concordar com as “27 Crenças Fundamentais” da denominação [...] Para ser mais específico, eles não poderiam aceitar a crença número 2, que trata da doutrina da trindade [...] Semelhantemente, a maioria dos fundadores do adventismo do sétimo dia teria dificuldade em aceitar e crença fundamental número 4, que afirma a eternidade e a divindade de Jesus [...] A maioria dos líderes adventistas também não endossaria a crença fundamental número 5, que trata da personalidade do Espírito Santo.” (Em Busca de Identidade, p. 16,17).
4. “Não tenho confiança alguma nas novas teorias que surgiram no movimento; isto é, que Cristo veio como Noivo, e que a porta da graça foi fechada; e que em seguida à sétima trombeta tocou, ou que foi o cumprimento da profecia em qualquer sentido.” (Heresias um sinal do fim dos tempos, p. 29.) “Otis Nichols, por sinal, escreveu a Guilherme Miller uma carta em abril de 1846, instando-o a aceitar a irmã Ellen como profetiza de Deus e sua nova luz sobre o santuário como verdade de divina. Miller, é triste dizê-lo, estava muito velho e cansado para compreender.”(História do Adventismo, p. 88).
5. Varias vezes Ellen White exalta o trabalho de Miller no livro O Grande Conflito e jamais, jamais, classifica a interpretação de Miller como sendo uma fala profecia: “anjos estavam guiando a compreensão de Miller” “Assim como Eliseu foi chamado [...] também Guilherme Miller foi chamado para deixar o arado e desvendar ao povo os mistérios do reino de Deus” “em quase todos os lugares que Miller pregava resultava em avivamento” “a mão de Deus dirigia o grande movimento do advento” (O Grande Conflito, pp. 319, 320, 330).
6. Um apresentador da TV Novo Tempo chegou a escrever no site do programa: “Ellen White, assim como os demais adventistas, nunca marcaram datas para a volta de Jesus. Quem se aventurou nisso foram os mileritas (seguidores de Guilherme Miller), observadores do domingo e que pertenciam a várias denominações evangélicas da época: Batista da Comunhão Restrita, Batista da Comunhão Livre, Batista Calvinista, Batista Arminiana, Metodista Episcopal, Metodista Evangélica, Metodista Wesleyana, Metodista Primitiva, Congregacional, Luterana, Presbiteriana, Protestante Episcopal, Reformada Alemã, etc. Poderíamos dizer que esses sim eram “profissionais” na “arte” de marcar datas. Não negamos nossa origem milerita, mas jamais iremos aceitar que como movimento organizado os Adventistas do Sétimo Dia marcaram datas para a o retorno glorioso do Salvador.”(http://novotempo.com/namiradaverdade/ellen-g-white-%E2%80%93-a-profetisa-que-nao-falhou-parte-3/). Porém, a respeito de Miller e de seus companheiros, notamos o que White escreveu, na nota acima, além de dizer “que multidões se convenceram da exatidão dos princípios de interpretação profética adotados por Miller e seus companheiros, e maravilhoso impulso foi dado ao movimento do advento.” (O Grande Conflito, p. 335). Ela o chamou de “pai” – “Os que se ocupam de proclamar a terceira mensagem angélica pesquisam as Escrituras seguindo o mesmo plano que o pai Miller adotava.” (Tratado de Teologia Adventista do Sétimo Dia, p. 111).
7. “Com outros membros da família, Ellen assistiu às reuniões adventistas em Portland em 1840 e 1842, aceitando plenamente os pontos de vista apresentados por Guilherme Miller e seus companheiros, e confiantemente aguardou a volta do Salvador em 1843, e depois em 1844.” (História do Adventismo, pp. 57,58; Tratado de Teologia Adventista do Sétimo Dia, pp. 7, 8).
8. Relata-se que ela: “1.Antes de uma visão, tanto a Sra. White quantos os que estavam no aposento sentiam uma profunda impressão da presença de Deus. 2. Quando a visão começava, Ellen White exclamava: “Glória!” ou “Glória ao Senhor!”, repetidas vezes. 3. Ela experimentava uma perda de força física. 4. Subsequentemente, ela muitas vezes manifestava força sobrenatural. 5. Ela não respirava, mas seu batimento cardíaco continuava normal, e a cor em sua face era natural. 6. Ocasionalmente, ela proferia exclamações indicativas da cena que lhe estava sendo apresentada.7. Seus olhos ficavam abertos, não com olhar distante, mas como se estivesse atentamente assistindo algo. 8. Sua posição podia variar. Às vezes ela ficava sentada,às vezes reclinada, às vezes andava em volta do aposento e fazia gestos graciosos enquanto falava sobre os assuntos apresentados. 9. Ela ficava absolutamente inconsciente do que estava ocorrendo ao seu redor. Não via, ouvia, sentia, nem percebia de modo algum o ambiente ou os acontecimentos que a cercavam. 10. O final da visão era indicado por uma profunda inspiração, seguida, em aproximadamente um minuto, por outra, e logo sua respiração natural recomeçava. 11. Imediatamente após a visão, tudo parecia muito escuro para ela. 12. Dentro de pouco tempo ela recuperava sua força e habilidades naturais.”(http://centrowhite.org.br/perguntas/vida-e-ministerio-de-ellen-g-white/).
9. A questão de plágio foi publicada no livro A Mentira Branca, pelo ex-teólogo adventista Walter Rea. A tentativa de defesa contra essa acusação pode ser lida em http://centrowhite.org.br/perguntas/perguntas-sobre-ellen-g-white/a-verdade-sobre-the-white-lie-a-mentira-branca/
10. “Henry Melvill [um clérigo anglicano] era um dos escritores favoritos de Ellen White. Diversas obras dela mostram mútua concordância com Melvill em vários pontos” (Em Busca de Identidade, p. 126).
11. Será que um aprofetisa de Deus seria omissa na principal doutrina da Bíblia? Impossível!!! “Será que ela mudou de uma visão semi-ariana para uma trinitariana, ou mantinha privadamente uma opinião trinitariana todo tempo? Não é possível apresentar uma resposta taxativa a este respeito.”(A Trindade – Como entender os mistérios da pessoa de Deus na Bíblia e na história do cristianismo, p. 239). “[...] ela não fez declarações explícitas de cunho antitrinitariano ou semi-ariano antes da década de 1890. Tampouco discordava abertamente dos líderes do movimento. Suas expressões eram vagas o bastante para serem interpretadas de ambas as maneiras.” (Em Busca de Identidade, p. 118).
12. Crença Fundamental 18 diz: “Um dos dons do Espírito Santo é a profecia. Esse dom é uma característica da igreja remanescente e foi manifestado no ministério de Ellen G. White. Como a mensageira do senhor, seus escritos são uma contínua e autorizada fonte de verdade e proporcionam conforto, orientação, instrução e correção à Igreja. Eles tornam claro que a Bíblia é a norma pela qual deve ser provado todo ensino e experiência.”
13. “Qual foi o papel de Ellen White nesse processo? As evidências mostraram que as visões recebidas por Ellen conduziram a denominação através de estágios claramente discerníveis rumo a uma plena aceitação do conceito Bíblico da Trindade.” (A Trindade, p. 248 – Casa Publicadora Brasileira).
14. “Os pioneiros apresentavam basicamente duas razões para rejeitar essa doutrina. A primeira é o fato de que muitos credos protestantes definem a Trindade como uma essência “sem corpo ou partes”. Em outras palavras, Deus não era entendido como um ser pessoal, mas abstrato e fantasmagórico. Essa compreensão sobre a Trindade “espiritualiza a existência do Pai e do Filho como duas pessoas distintas, literais e tangíveis”. Os pioneiros argumentavam que esse conceito contradiz a Bíblia, pois ela apresenta Deus como um ser pessoal “tangível”, que “possui corpo e partes”.” (http://setimodia.wordpress.com/2011/11/03/os-pioneiros-adventistas-e-a-trindade/ ).
15. “Consideramos o cânon bíblico encerrado. Contudo, cremos também, como o fizeram os contemporâneos de Ellen G. White, que seus escritos têm a divina autoridade tanto para o viver piedoso quanto para a doutrina. Assim, recomendamos: 1) Que como Igreja busquemos o poder do Espírito Santo para aplicar mais plenamente à nossa vida o conselho inspirado contido nos escritos de Ellen G. White e 2) Que nos empenhemos mais para publicar e fazer circular esses escritos ao redor do mundo. Esta declaração foi aprovada e votada pela sessão da Conferência Geral em Utrecht, na Holanda em 30 de junho de 1995.” (http://centrowhite.org.br/uma-declaracao-de-fe-no-espirito-de-profecia/). “A 55º Assembleia da Associação Geral realizada em Indianápolis, Indiana, em julho de 1990, não constituiu exceção. Afirmou-se: Somos gratos a Deuspor nos conceder não somente as Santas Escrituras, mas também a manifestação do dom de profecia para os últimos dias na vida e obra de Ellen G. White.” (Tratado de Teologia Adventista do Sétimo Dia, p. 703).
16. Um dos eruditos adventistas mais reconhecidos no mundo, o falecido Dr. Samuelle Bacchiocchi, escreveu: “Uma razão final para a rejeição da inerrância absoluta, no caso dos adventistas, são os ensinos de Ellen White, e o exemplo da produção de seus escritos. Ela claramente reconhece o papel humano na produção da Bíblia.” (http://adventismoemfoco.wordpress.com/2009/08/30/resumo-do-artigo-“inerrancia-biblica”-de-dr-samuelle-bacchiocchi/).
17. “Para os adventistas, todos quantos adoram a Deus segundo o que entendem ser Sua vontade pertencem a Ele e são membros potenciais do último remanescente. Não obstante, a ele foi confiada a tarefa de chamar homens e mulheres de toda a parte para adorarem ao Criador, em vista da proximidade da hora do juízo, e advertir contra ceder à grande apostasia escatológica predita em Apocalipse 13 [...] os adventistas continuam a manter esses pontos de vista.” 9Tratdo de Teologia Adventista do Sétimo Dia, p. 639).
18. Até o nome da Igreja Ellen White considera exclusivista, mostrando o espirito sectário que povoava a cabeça dessa senhora: “Não podemos adotar outro nome mais apropriado do que esse que concorda com a nossa profissão, exprime a nossa fé e nos caracteriza como povo peculiar. O nome Adventista do Sétimo Dia é uma continua exprobração ao mundo protestante. E aqui que esta a linha divisória entre os que adoram a Deus e os que adoram a besta e recebem seu sinal.” (Ellen G White Estate. A Igreja Remanescente, p. 51).
19. “[...] o sábado, não simplesmente porque é o sétimo dia, mas porque representa um modo único e cristão de vida, o critério final que separa o bem do mal nos últimos dias.” (História do Adventismo, p. 282).
20. Ela [Ellen White] também denominou a nova concepção deles um dos “marcos” da mensagem adventista do sétimo dia. A menos que entendamos o tema, disse ela, será impossível para nós “exercer a fé que é essencial nesse tempo”. Perto do fim de sua vida ela reiterou sua ênfase: “O santuário é o fundamento de nossa fé”. O santuário é o fundamento de nossa fé! Os adventistas do sétimo dia existem para levar ao mundo uma mensagem a respeito do que Jesus está fazendo agora para aqueles que depositam confiança nEle.” (A História do Adventismo, p. 67).
21. Gerard Van Groningen interpreta o texto dentro do seu contexto: “O próprio contexto fala dos sacrifícios diários que eram trazidos ao templo, mas desviados para alguém que a si mesmo se estabeleceu como Deus (vv.11,12). Esse santuário, todavia, seria reconsagrado dentro de um curto período. Essa profecia foi cumprida no tempo de Antíoco IV Epifânio.” (Revelação Messiânica, p. 750).
22. http://adventismoemfoco.wordpress.com/2009/06/07/o-juizo-pre-advento-do-santuario-celestial/;
23. http://setimodia.wordpress.com/2009/03/04/inferno-tormento-eterno-ou-aniquilamento/
24. Crença Fundamental 26 diz: “Até aquele dia, a morte é um estado inconsciente para todas as pessoas.” (http://centrowhite.org.br/iasd/crencas-fundamentais-dos-adventistas-do-setimo-dia/).
ENTREVISTA NA ÍNTEGRA
Como vocês verão, o conteúdo está totalmente fundamentado em documentos autorizados pela própria denominação, o que dá credibilidade ainda maior à veracidade dos fatos aqui relatados. Luciano Sena é Evangelista Presbiteriano, formado no Instituto Bíblico Eduardo Lane. É administrador do blog “Ministério Cristão Apologético” (MCA) e autor do livro “A Conspiração Adventista” (Adquira com o próprio autor aqui: http://aconspiracaoadventista.com.br/livro/ ).
Boa leitura.
G.P.V: Como surgiu a Igreja Adventista do sétimo dia (IASD)?
Luciano: Posso delinear a resposta da seguinte maneira:
a. A igreja adventista do sétimo dia é uma ramificação do movimento milerita decepcionado, herdeiros de uma interpretação que aponta 1844 como ano do cumprimento de Daniel 8.14, reinterpretada aos seus próprios moldes.1
b. A Igreja Adventista nasceu virtualmente no dia 23 de outubro de 1844, após a grande decepção, com a interpretação de que em 22 de outubro daquele ano, Jesus teria entrado no Santíssimo Celestial. Essa intepretação veio de uma visão de Hiran Edson e posteriormente canonizada por outra visão, a de Ellen White.2
c. A Igreja Adventista do Sétimo Dia foi organizada em 1863, sob o comando de vários arianos.3
G.P.V: Qual a relação de Willian Miller com o Movimento Adventista?
Luciano: Essa pergunta vai gerar uma resposta polêmica. Na verdade, G. Miller não tem responsabilidade direta alguma com a Igreja Adventista do Sétimo Dia, aliás, até negou a nova interpretação de 1844 e rejeitou as visões de Ellen White.4 Porém, de modo cômico, quem atrelou o adventismo atual a Miller, foi a própria profetisa, para o desgosto dos apologistas! Ela é que considerou Miller um profeta americano.5 Diante disso é estranha a defesa de alguns apologistas adventistas quando dizem foi o “batista Miller” que anunciou a volta de Cristo para uma data especifica.6
G.P.V: Ellen White era mesmo uma profetiza autorizada por Deus?
Luciano: Nunca, a não ser que Joseph Smith, Charles Russel, etc, também sejam, aí o padrão de um profeta verdadeiro é bem fácil de ser satisfeito. Ellen White de família Metodista, quando mocinha talvez possuísse algum problema mental, após uma pedrada, aos 12/13 anos foi enganada pela mensagem de Miller, ela acreditou nele7. Depois, com cerca de uns 17 anos, também não se conformou com a decepção, e tal como as várias loucuras proféticas que percebemos hoje em dia, Ellen White fazia parte de um grupo com devaneios, histerismos, de religiosos lunáticos – com movimentos e atitudes físicas estranhas.8 Viu Enoque em suas visões, habitantes em outros mundos não caídos, falou de uma “amálgama entre homens e animais”, entre outras coisas. Quando amadureceu reduziu todo esse frenesi profético ‘neopentecostal’, copiava muita coisa que escrevia,9 embora relatasse que recebia revelações divinas. Mais para o fim da vida, à medida que lia as obras teológicas da “filha de Babilônia”, os protestantes10, deu uma guinada em muitas coisas. Comungava a fé com antitrinitarianos, e jamais criticou seus irmãos arianos no período em que esses dominavam a “igreja remanescente”.11 Morreu em 1915 e virou um mito, uma lenda, uma crença na oficial da Igreja Adventista do Sétimo Dia, revestida de autoridade profética única, como identificação da igreja visível verdadeira12. Hoje, um sinônimo do nome dela é “espírito de profecia” – violentado de Apocalipse 19.10 - , que tem força Papal.
G.P.V: Porque você considera a Igreja Adventista como uma seita?
Luciano: A identificação de seita sempre foi a rejeição dos credos cristãos e das principais doutrinas da fé; O Adventismo tem um deus trino diferente da ortodoxia cristã, pois ele dizem que os Credos estão errados e quem deu a visão correta da trindade foi Ellen White13, sendo o deus adventista composto de corpos e partes, sendo três espíritos distintos, mas um deus14. A suficiência da Escritura é colocada em xeque com uma autora inspirada15. Eles negam a inerrância bíblica16, o que a maioria das pessoas não sabe. Dizem que a IASD é a única igreja visível verdadeira17, as demais são Babilônia18. A salvação é pela graça (afirmam), mas no período do fim, na grande tormenta, a guarda do sábado será o selo de Deus e o domingo o selo da Besta19. Esses são pontos cruciais. Estamos diante de uma seita.
G.P.V: A principal doutrina Adventista é a guarda do sábado?
Luciano: Para os efeitos proselitistas sim, mas na verdade não. Posso dizer que é uma das doutrinas principais. O sábado é uma doutrina dos judeus, e até de cristãos, como os Batistas do Sétimo Dia. Se pensarmos que por principal, deveria ter a marca exclusiva da seita, então não é o sábado. A principal doutrina adventista é a doutrina do Juízo Investigativo desde 1844, e isso é reconhecido por eles20, não é apenas uma crítica minha ou uma leitura odiosa de sua posição teológica. Portanto, não sem razão que um autor adventista afirmou: “O juízo investigativo de 1844 – mais que o estado dos mortos, o sábado e a segunda vinda – estabelece a validade do adventismo.” (1844, uma explicação simples das principais profecias de Daniel, Cap. 1).
G.P.V: Por que você entende que a doutrina do Santuário Celestial é uma fraude?
Luciano: A doutrina do santuário desde 1844 é um rearranjo da falsa profecia de que Cristo voltaria em 22 de outubro de 1844. É o resto do aborto daquela heresia. O que os eruditos adventistas tem feito é tentar dar um ar acadêmico, hermenêutico, para dizerem que Daniel 8.14 ensina aquilo que Edson e White “visionaram” posteriormente. Daniel 8.14 ensina que por um período de 2300 dias que o santuário seria prejudicado por causa da oposição de um chifre pequeno, que foi Antíoco IV, segundo todos os eruditos ortodoxos da atualidade21. Nada como querem os adventistas que começou um período de 2.300 anos, em 457 a.C e terminou em 22 de outubro de 1844.
G.P.V: O que ensina a doutrina do Juízo investigativo?
Luciano: De modo simples - No dia 22 de outubro, diz Ellen White, o Senhor Jesus iniciou uma “segunda fase” de seu ministério no céu, mas dentro do santíssimo, para examinar a vida dos que serão salvos, provando aos anjos quem estará apto para ser salvo. Chamam isso de Juízo pré-advento22. A Crença Fundamental 24 dizem parte: “Em 1844, no fim do período profético dos 2.300 dias, Ele iniciou a segunda e última etapa de Seu ministério expiatório. É uma obra de juízo investigativo, a qual faz parte da eliminação final de todo pecado, prefigurada pela purificação do antigo santuário hebraico, no Dia da Expiação. Nesse serviço típico, o santuário era purificado com o sangue de sacrifícios de animais, mas as coisas celestiais são purificadas com o perfeito sacrifício do sangue de Jesus. O juízo investigativo revela aos seres celestiais quem dentre os mortos dorme em Cristo, sendo, portanto, nEle, considerado digno de ter parte na primeira ressurreição.”
G.P.V: A doutrina do sono da alma é Bíblica?
Luciano: Existe alguma confusão por parte dos críticos nesse ponto. Confusão, não por causa dos críticos, mas por causa da indefinição adventista no que querem dizer com “sono da alma”. As vezes, alguns acham que eles estão falando de sono da alma mesmo – ela literalmente estaria dormindo. Outros, parecem indicar uma ênfase na mortalidade da alma, o que não então seria um sono no sentido de que a alma morre mesmo. O fato é que os Adventistas creem que a alma morre, qualquer noção que a alma estaria ‘dormindo’ em uma existência mística, não parece ser a ideia central de Ellen White que negou a imortalidade da alma em termos fortes e inequívocos: “O único que prometeu a Adão vida em desobediência foi o grande enganador. E a declaração da serpente a Eva, no Éden - "Certamente não morrereis" - foi o primeiro sermão pregado acerca da imortalidade da alma.” (O Grande Conflito, p. 533)
G.P.V: A Igreja Adventista acredita no inferno eterno conforme as Escrituras?
Luciano: Não, infelizmente, sendo aniquilacionistas23. Não creem nem no tormento no período do estado intermediário, nem após do julgamento eterno24. Até acreditam em um grau de punição antes da destruição final. Além disso, vários teólogos cristãs e liberais, tem negado a existência do tormento eterno. A Bíblia, de maneira oposta, ensina o tormento sem vias de dúvidas:
“E lançá-los-ão na fornalha de fogo; ali haverá pranto e ranger de dentes." Mt 13.50.
"E os filhos do reino serão lançados nas trevas exteriores; ali haverá pranto e ranger de dentes." Mt 8.12.
"E lançá-los-ão na fornalha de fogo; ali haverá pranto e ranger de dentes." Mt 13.42.
"Lançai, pois, o servo inútil nas trevas exteriores; ali haverá pranto e ranger de dentes. "Mt 25.3.
"Ali haverá choro e ranger de dentes, quando virdes Abraão, e Isaque, e Jacó, e todos os profetas no reino de Deus, e vós lançados fora." Lc 13.28.
"E separá-lo-á, e destinará a sua parte com os hipócritas; ali haverá pranto e ranger de dentes." Mt 24.51.
"Disse, então, o rei aos servos: Amarrai-o de pés e mãos, levai-o, e lançai-o nas trevas exteriores; ali haverá pranto e ranger de dentes." Mat 22.13.
"Pois tenho cinco irmãos; para que lhes dê testemunho, a fim de que não venham também para este lugar de tormento." Lc 16.28.
"Disse, porém, Abraão: Filho, lembra-te de que recebeste os teus bens em tua vida, e Lázaro somente males; e agora este é consolado e tu atormentado." Lc 16.25.
"Vemos, portanto, que o Senhor sabe livrar os piedosos da provação e manter em castigo os ímpios para o dia do juízo" - 2 Pedro 2.9.
"E a fumaça do seu tormento sobe para todo o sempre; e não têm repouso nem de dia nem de noite os que adoram a besta e a sua imagem, e aquele que receber o sinal do seu nome." Ap 14.11.
"E o diabo, que os enganava, foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde está a besta e o falso profeta; e de dia e de noite serão atormentados para todo o sempre." Ap 20.10
G.P.V: É possível alguém abandonar a Igreja Adventista?
Luciano: Pela graça de Deus várias pessoas estão descobrindo os mitos do Adventismo. Muitas estão lá dentro, à medida que conseguem levar sua consciência. Outros saíram. Mas o efeito devastador das seitas é diabólico. Existe o medo de “sair da igreja verdadeira”. Muitas pessoas que deixam o Adventism, bem como o Jeovismo, Mormonismo, entre outras seitas, possuem sérias dúvidas. A Igreja Protestante Braisileira falha em oferecer ensino de qualidade aos seus membros, e não raro uma percepção de superficialidade bíblica dentro das igrejas é percebida por ex-adeptos das seitas, o que lhes causa um pouco de insegurança.
O Espírito Santo nos diz que devemos manejar bem a palavra da verdade, para destruir tais heresias e salvar alguns do fogo (II Tm 2.15; II Co 10.4,5; Jd 23).
Notas:
1. “Dentre os líderes mais preeminentes que saíram do movimento milerita e ajudaram a fundar a Igreja Adventista do Sétimo Dia se destacam José Bates, Tiago White e Ellen White.” (Tratado de Teologia Adventista do Sétimo Dia, p. 5.). ‘A Igreja Adventista nasceu em 1844’ (Tratado de Teologia Adventista do Sétimo Dia, p. 454). “Os Adventistas do Sétimo Dia são, doutrinariamente falando, herdeiros do Movimento Milerita da década de 1840 [...]” (http://centrowhite.org.br/iasd/o-que-e-a-igreja-adventista-do-setimo-dia-iasd/).
2. “O céu parecia abrir-se-me à vista e vi distinta e claramente que em lugar de nosso Sumo Sacerdote sair do lugar Santíssimo do santuário celestial para vir à Terra [em 22 de outubro], ... Ele pela primeira vez entrava nesse dia no segundo compartimento desse santuário; e que Ele tinha uma obra para realizar no Santíssimo antes de vir à Terra.” Tão simples; contudo, está entre um dos mais dramáticos momentos na história religiosa. Abrão era somente um criador nômade de gado quando Deus o chamou para ser pai de Seu povo escolhido. Daniel recebeu seu chamado especial como um jovem cativo numa terra estranha. Jesus era um rabino itinerante numa remota província romana quando Sua morte salvou o mundo. Cléopas era um discípulo quase desconhecido quando Cristo lhe deu iluminações bíblicas que conduziram à fundação da igreja cristã. E Hirã Edson, o “Cléopas do milharal” do adventismo, era um fazendeiro do norte do Estado de Nova Iorque –e um leigo dedicado e estudioso da Bíblia, ganhador de almas –quando Deus lhe deu a compreensão do ministério celestial de Cristo, que era tema inédito na história da Teologia. Num sentido muito especial a Igreja Adventista do Sétimo Dia nasceu naquele momento, naquele milharal, quando aquele fazendeiro contemplava a Cristo.” (A História do Aventismo, p. 50).
3. “[...] a denominação só foi organizada oficialmente em 21 de maio de 1863, quando o movimento era composto de 125 igrejas e 3.500 membros.”(http://centrowhite.org.br/iasd/o-que-e-a-igreja-adventista-do-setimo-dia-iasd/). O historiador adventista, George R. Knight escreveu: “A maioria dos fundadores do adventismo do sétimo dia não poderia unir-se à igreja hoje se tivesse de concordar com as “27 Crenças Fundamentais” da denominação [...] Para ser mais específico, eles não poderiam aceitar a crença número 2, que trata da doutrina da trindade [...] Semelhantemente, a maioria dos fundadores do adventismo do sétimo dia teria dificuldade em aceitar e crença fundamental número 4, que afirma a eternidade e a divindade de Jesus [...] A maioria dos líderes adventistas também não endossaria a crença fundamental número 5, que trata da personalidade do Espírito Santo.” (Em Busca de Identidade, p. 16,17).
4. “Não tenho confiança alguma nas novas teorias que surgiram no movimento; isto é, que Cristo veio como Noivo, e que a porta da graça foi fechada; e que em seguida à sétima trombeta tocou, ou que foi o cumprimento da profecia em qualquer sentido.” (Heresias um sinal do fim dos tempos, p. 29.) “Otis Nichols, por sinal, escreveu a Guilherme Miller uma carta em abril de 1846, instando-o a aceitar a irmã Ellen como profetiza de Deus e sua nova luz sobre o santuário como verdade de divina. Miller, é triste dizê-lo, estava muito velho e cansado para compreender.”(História do Adventismo, p. 88).
5. Varias vezes Ellen White exalta o trabalho de Miller no livro O Grande Conflito e jamais, jamais, classifica a interpretação de Miller como sendo uma fala profecia: “anjos estavam guiando a compreensão de Miller” “Assim como Eliseu foi chamado [...] também Guilherme Miller foi chamado para deixar o arado e desvendar ao povo os mistérios do reino de Deus” “em quase todos os lugares que Miller pregava resultava em avivamento” “a mão de Deus dirigia o grande movimento do advento” (O Grande Conflito, pp. 319, 320, 330).
6. Um apresentador da TV Novo Tempo chegou a escrever no site do programa: “Ellen White, assim como os demais adventistas, nunca marcaram datas para a volta de Jesus. Quem se aventurou nisso foram os mileritas (seguidores de Guilherme Miller), observadores do domingo e que pertenciam a várias denominações evangélicas da época: Batista da Comunhão Restrita, Batista da Comunhão Livre, Batista Calvinista, Batista Arminiana, Metodista Episcopal, Metodista Evangélica, Metodista Wesleyana, Metodista Primitiva, Congregacional, Luterana, Presbiteriana, Protestante Episcopal, Reformada Alemã, etc. Poderíamos dizer que esses sim eram “profissionais” na “arte” de marcar datas. Não negamos nossa origem milerita, mas jamais iremos aceitar que como movimento organizado os Adventistas do Sétimo Dia marcaram datas para a o retorno glorioso do Salvador.”(http://novotempo.com/namiradaverdade/ellen-g-white-%E2%80%93-a-profetisa-que-nao-falhou-parte-3/). Porém, a respeito de Miller e de seus companheiros, notamos o que White escreveu, na nota acima, além de dizer “que multidões se convenceram da exatidão dos princípios de interpretação profética adotados por Miller e seus companheiros, e maravilhoso impulso foi dado ao movimento do advento.” (O Grande Conflito, p. 335). Ela o chamou de “pai” – “Os que se ocupam de proclamar a terceira mensagem angélica pesquisam as Escrituras seguindo o mesmo plano que o pai Miller adotava.” (Tratado de Teologia Adventista do Sétimo Dia, p. 111).
7. “Com outros membros da família, Ellen assistiu às reuniões adventistas em Portland em 1840 e 1842, aceitando plenamente os pontos de vista apresentados por Guilherme Miller e seus companheiros, e confiantemente aguardou a volta do Salvador em 1843, e depois em 1844.” (História do Adventismo, pp. 57,58; Tratado de Teologia Adventista do Sétimo Dia, pp. 7, 8).
8. Relata-se que ela: “1.Antes de uma visão, tanto a Sra. White quantos os que estavam no aposento sentiam uma profunda impressão da presença de Deus. 2. Quando a visão começava, Ellen White exclamava: “Glória!” ou “Glória ao Senhor!”, repetidas vezes. 3. Ela experimentava uma perda de força física. 4. Subsequentemente, ela muitas vezes manifestava força sobrenatural. 5. Ela não respirava, mas seu batimento cardíaco continuava normal, e a cor em sua face era natural. 6. Ocasionalmente, ela proferia exclamações indicativas da cena que lhe estava sendo apresentada.7. Seus olhos ficavam abertos, não com olhar distante, mas como se estivesse atentamente assistindo algo. 8. Sua posição podia variar. Às vezes ela ficava sentada,às vezes reclinada, às vezes andava em volta do aposento e fazia gestos graciosos enquanto falava sobre os assuntos apresentados. 9. Ela ficava absolutamente inconsciente do que estava ocorrendo ao seu redor. Não via, ouvia, sentia, nem percebia de modo algum o ambiente ou os acontecimentos que a cercavam. 10. O final da visão era indicado por uma profunda inspiração, seguida, em aproximadamente um minuto, por outra, e logo sua respiração natural recomeçava. 11. Imediatamente após a visão, tudo parecia muito escuro para ela. 12. Dentro de pouco tempo ela recuperava sua força e habilidades naturais.”(http://centrowhite.org.br/perguntas/vida-e-ministerio-de-ellen-g-white/).
9. A questão de plágio foi publicada no livro A Mentira Branca, pelo ex-teólogo adventista Walter Rea. A tentativa de defesa contra essa acusação pode ser lida em http://centrowhite.org.br/perguntas/perguntas-sobre-ellen-g-white/a-verdade-sobre-the-white-lie-a-mentira-branca/
10. “Henry Melvill [um clérigo anglicano] era um dos escritores favoritos de Ellen White. Diversas obras dela mostram mútua concordância com Melvill em vários pontos” (Em Busca de Identidade, p. 126).
11. Será que um aprofetisa de Deus seria omissa na principal doutrina da Bíblia? Impossível!!! “Será que ela mudou de uma visão semi-ariana para uma trinitariana, ou mantinha privadamente uma opinião trinitariana todo tempo? Não é possível apresentar uma resposta taxativa a este respeito.”(A Trindade – Como entender os mistérios da pessoa de Deus na Bíblia e na história do cristianismo, p. 239). “[...] ela não fez declarações explícitas de cunho antitrinitariano ou semi-ariano antes da década de 1890. Tampouco discordava abertamente dos líderes do movimento. Suas expressões eram vagas o bastante para serem interpretadas de ambas as maneiras.” (Em Busca de Identidade, p. 118).
12. Crença Fundamental 18 diz: “Um dos dons do Espírito Santo é a profecia. Esse dom é uma característica da igreja remanescente e foi manifestado no ministério de Ellen G. White. Como a mensageira do senhor, seus escritos são uma contínua e autorizada fonte de verdade e proporcionam conforto, orientação, instrução e correção à Igreja. Eles tornam claro que a Bíblia é a norma pela qual deve ser provado todo ensino e experiência.”
13. “Qual foi o papel de Ellen White nesse processo? As evidências mostraram que as visões recebidas por Ellen conduziram a denominação através de estágios claramente discerníveis rumo a uma plena aceitação do conceito Bíblico da Trindade.” (A Trindade, p. 248 – Casa Publicadora Brasileira).
14. “Os pioneiros apresentavam basicamente duas razões para rejeitar essa doutrina. A primeira é o fato de que muitos credos protestantes definem a Trindade como uma essência “sem corpo ou partes”. Em outras palavras, Deus não era entendido como um ser pessoal, mas abstrato e fantasmagórico. Essa compreensão sobre a Trindade “espiritualiza a existência do Pai e do Filho como duas pessoas distintas, literais e tangíveis”. Os pioneiros argumentavam que esse conceito contradiz a Bíblia, pois ela apresenta Deus como um ser pessoal “tangível”, que “possui corpo e partes”.” (http://setimodia.wordpress.com/2011/11/03/os-pioneiros-adventistas-e-a-trindade/ ).
15. “Consideramos o cânon bíblico encerrado. Contudo, cremos também, como o fizeram os contemporâneos de Ellen G. White, que seus escritos têm a divina autoridade tanto para o viver piedoso quanto para a doutrina. Assim, recomendamos: 1) Que como Igreja busquemos o poder do Espírito Santo para aplicar mais plenamente à nossa vida o conselho inspirado contido nos escritos de Ellen G. White e 2) Que nos empenhemos mais para publicar e fazer circular esses escritos ao redor do mundo. Esta declaração foi aprovada e votada pela sessão da Conferência Geral em Utrecht, na Holanda em 30 de junho de 1995.” (http://centrowhite.org.br/uma-declaracao-de-fe-no-espirito-de-profecia/). “A 55º Assembleia da Associação Geral realizada em Indianápolis, Indiana, em julho de 1990, não constituiu exceção. Afirmou-se: Somos gratos a Deuspor nos conceder não somente as Santas Escrituras, mas também a manifestação do dom de profecia para os últimos dias na vida e obra de Ellen G. White.” (Tratado de Teologia Adventista do Sétimo Dia, p. 703).
16. Um dos eruditos adventistas mais reconhecidos no mundo, o falecido Dr. Samuelle Bacchiocchi, escreveu: “Uma razão final para a rejeição da inerrância absoluta, no caso dos adventistas, são os ensinos de Ellen White, e o exemplo da produção de seus escritos. Ela claramente reconhece o papel humano na produção da Bíblia.” (http://adventismoemfoco.wordpress.com/2009/08/30/resumo-do-artigo-“inerrancia-biblica”-de-dr-samuelle-bacchiocchi/).
17. “Para os adventistas, todos quantos adoram a Deus segundo o que entendem ser Sua vontade pertencem a Ele e são membros potenciais do último remanescente. Não obstante, a ele foi confiada a tarefa de chamar homens e mulheres de toda a parte para adorarem ao Criador, em vista da proximidade da hora do juízo, e advertir contra ceder à grande apostasia escatológica predita em Apocalipse 13 [...] os adventistas continuam a manter esses pontos de vista.” 9Tratdo de Teologia Adventista do Sétimo Dia, p. 639).
18. Até o nome da Igreja Ellen White considera exclusivista, mostrando o espirito sectário que povoava a cabeça dessa senhora: “Não podemos adotar outro nome mais apropriado do que esse que concorda com a nossa profissão, exprime a nossa fé e nos caracteriza como povo peculiar. O nome Adventista do Sétimo Dia é uma continua exprobração ao mundo protestante. E aqui que esta a linha divisória entre os que adoram a Deus e os que adoram a besta e recebem seu sinal.” (Ellen G White Estate. A Igreja Remanescente, p. 51).
19. “[...] o sábado, não simplesmente porque é o sétimo dia, mas porque representa um modo único e cristão de vida, o critério final que separa o bem do mal nos últimos dias.” (História do Adventismo, p. 282).
20. Ela [Ellen White] também denominou a nova concepção deles um dos “marcos” da mensagem adventista do sétimo dia. A menos que entendamos o tema, disse ela, será impossível para nós “exercer a fé que é essencial nesse tempo”. Perto do fim de sua vida ela reiterou sua ênfase: “O santuário é o fundamento de nossa fé”. O santuário é o fundamento de nossa fé! Os adventistas do sétimo dia existem para levar ao mundo uma mensagem a respeito do que Jesus está fazendo agora para aqueles que depositam confiança nEle.” (A História do Adventismo, p. 67).
21. Gerard Van Groningen interpreta o texto dentro do seu contexto: “O próprio contexto fala dos sacrifícios diários que eram trazidos ao templo, mas desviados para alguém que a si mesmo se estabeleceu como Deus (vv.11,12). Esse santuário, todavia, seria reconsagrado dentro de um curto período. Essa profecia foi cumprida no tempo de Antíoco IV Epifânio.” (Revelação Messiânica, p. 750).
22. http://adventismoemfoco.wordpress.com/2009/06/07/o-juizo-pre-advento-do-santuario-celestial/;
23. http://setimodia.wordpress.com/2009/03/04/inferno-tormento-eterno-ou-aniquilamento/
24. Crença Fundamental 26 diz: “Até aquele dia, a morte é um estado inconsciente para todas as pessoas.” (http://centrowhite.org.br/iasd/crencas-fundamentais-dos-adventistas-do-setimo-dia/).

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