palavra família deriva do termo latim famulus, que significava “escravo domestico”. Família, para a maioria dos povos antigos, era um grupo consanguíneo com a inclusão por casamento. Estes mesmos povos se organizavam ao redor dela, com o pater, ou pai, no topo da hierarquia. Esta família era o que de mais importante existia em terra, sendo mais valorizada que qualquer ouro ou riqueza terrestre, e defendida a honra à preço de morte e guerra.
Já hoje, em nossa “civilização evoluída”, a família não tem tal importância e nem sequer chega perto de seus tempos de glória. Não são raros os casos de abandono, brigas e traições, homicídios e abusos, já são comuns nas páginas de jornais casos como Suzane von Richtofen e Isabella Nardoni, que, se antes impactavam nosso país, hoje passam despercebidos em notas de rodapés. A família hoje deixa de ser um meio consanguíneo e - como prega a atual filosofia – começa a ser considerada como pessoas que nós convivemos, amamos e escolhemos. Bom seria se essa família não fosse tão passageira e vaga como percebemos no nosso dia a dia. Banalizamos tanto o conceito de família que a superficialidade tomou conta. O que percebemos é que dentro de muitas casas falta o amor familiar, a atenção, o carinho. As nossas crianças mal reconhecem quem são os pais, e ao invés de receber a educação da família, estão cada vez mais jogadas nas escolas, que diga-se de passagem, são péssimas. Os adolescentes já não têm uma conversa sadia dentro de casa, então recorrem a “família” da rua, que muitas vezes não tem as informações mais corretas e nem as mais bem intencionadas. Os conjugues, não sabem mais o que é compartilhar um momento de casal, e se preocupam cada vez mais com o trabalho ou com assuntos particulares. O mais irônico disso tudo, é que hoje, o conceito de família, tem cada vez voltado mais para seu conceito original, o de “escravo doméstico”, pois o contato que muitas de nossas famílias têm é o de dormir e comer, e sem dar nada em troca. Talvez ai esteja o problema principal de nosso país, não existe uma família amorosa e atenciosa, mas uma família interesseira e empresarial. Nos afastamos cada vez mais da família pensada pela Suprema Corte de Massachusetts, que diz:
“O casamento é uma instituição social vital. O compromisso exclusivo de duas pessoas uma à outra nutre amor e mútua assistência; ele traz estabilidade à nossa sociedade.”

Nenhum comentário:
Postar um comentário