Produzido por: Adilson Batista Borges Filho
A oração é um meio na qual obtemos as bênçãos de Deus. Lewis no seu artigo “Oração”, impresso na Enciclopédia da Bíblia, diz que: “Oração é a expressão inicial de obediência amorosa, quando alguém conhece experimentalmente o Deus da graça”.
Alguns Teólogos se opõem à ideia de que a oração é um meio de graça, como exemplo, Louis Berkhof diz, em seu manual teológico, que a oração “Não é ordenança objetiva, é condição subjetiva para posse das bênçãos da aliança.”. Segundo ele, a oração não é um meio de graça, e sim, um elemento essencial, um benefício que provém da graça.
Oposto a este ponto de vista, temos outros estudiosos como Calvino, Hodge e Mc Pherson, que defendem a oração como sendo um meio de graça, um meio pelo qual obtemos as bênçãos celestiais. Hodge escrevendo a respeito dos meios de graça diz que: Meios de graça [...] são aqueles meios que Deus ordenou com o propósito de comunicar as influências vivificantes e santificantes do Espírito às almas humanas. Tais são a Palavra e os sacramentos, e tal é a oração.
A partir do momento que a oração nos propicia as bênçãos da promessa ela se torna um meio necessário e imprescindível, e é essa condicional que faz com que a oração se torne um meio de graça para a comunicação das bênçãos Divinas.
Deus falando a Salomão faz uma promessa condicional: “Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e me buscar, e se converter de seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra” (II Cr 7.14). Nessa promessa claramente se vê que a oração é uma das condições para a posse das bênçãos de Deus.
No Evangelho de João pode-se observar esse mesmo aspecto quando Cristo nos diz: “Se permanecerdes em mim, e as minhas palavras permanecerem em vós, pedireis o que quiserdes, e vos será feito.” (Jo 15.7). Nessa passagem também é efetuada uma promessa condicional, transliterando o texto podemos dizer que, se estivermos em Cristo e a Sua Palavra em nós, o que pedirmos será realizado. Se estivermos unidos em Cristo, iremos querer o que Ele quer, não obstante, pediremos aquilo que Ele já queria nos dar.
Juntamente com a oração, a Palavra e os Sacramentos também são considerados meios de graça, os quais Deus escolheu para comunicar suas bênçãos aos cristãos e também revelar seu caráter. O professor de Teologia do Instituto Bíblico Eduardo Lane (IBEL), Rev. Cléverson , em uma aula de teologia sistemática, argumentou a ideia de que nas orações da Bíblia há uma real semelhança entre a necessidade dos eleitos e a natureza de Deus, por exemplo, podemos analisar o apóstolo Paulo escrevendo à Igreja de Tessalônica, nesse texto Paulo diz: “Ora, o Senhor da paz, ele mesmo, vos dê continuamente a paz em todas as circunstâncias.” (II Ts 3.16), com isso, vemos que Deus pode nos conceder a paz porque Ele é o Deus da paz, da mesma forma que Ele nos concede a esperança, por ser Ele o Deus da esperança (Rm 15.13). Essa realidade é totalmente prática, bem como deve ser a incorporação da doutrina para nós.

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